Sim, as coisas mudam, mas não é isso que me decepciona e sim o motivo. Todos que me conhecem sabem o quanto eu odeio mudanças no jeito de falar, de agir, quando é comigo, claro. Mas hoje eu descobri que não é a mudança que me deixa arrasada e sim o motivo disso.
Acho que uma boa conversa não resolve tudo, mas pelo menos te deixa ciente do que é (aparentemente) verdade, melhor perguntar e esclarecer os pontos de vista, do que tentar deduzir qual é o problema, e muitas vezes deduzir errado.
Porém, quando você tem todo um histórico de vida que te dá o pleno direito de achar que você sabe alguma coisa, então você fica com o seu sexto sentido mais aguçado, e não era para menos, depois de experiências como as que já tive, algo de bom eu teria que ter tirado disso tudo.
Ele (sexto sentido) estava todo o tempo tentando me dizer, mas muitas vezes a gente não consegue escutar nem o que os outros falam, imagine quando não é algo que se escuta com a audição e sim com o coração.
Não que o que eu pense seja sempre o que realmente é, mas você começa a moldar a sua opinião própria a partir dos fatos. É como um quebra cabeça, as coisas ficam mais fáceis quando você já sabe do que se trata e fica mais fácil ainda quando alguém te fornece às primeiras peças, mas não há nada que te impeça de se enganar, e no fim descobrir que aquelas primeiras peças eram apenas para tirar o teu foco do personagem principal do quebra cabeça.
Quero deixar claro que não era amor, óbvio. A gente só ama o que a gente conhece, antes disso é paixão, ela sim adora o perigo que é o desconhecido, mas também não era paixão, era um sentimento bom, e só.
Às vezes quando você ganha um presente com uma embalagem que você nunca viu, antes de abrir você cria expectativas, e então você abre o presente e sua ansiedade acaba, porque você começa a reconhecer aquilo e então percebe que isso não é novidade nenhuma pra você. Quando chega algo novo na sua vida, você não espera exatamente que aquilo dure para sempre, você só espera que seja bom e que valha a pena. Mas no final você percebe que de interessante só sobrou aquela embalagem que sempre te trará alguma lembrança e você lembrará também que você seguiu em frente, porque afinal... “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”
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