sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Maçã

Sabe, desses meus 18 anos de vida, praticamente os últimos 4 anos foram dedicados a conhecer pessoas. Durante esse período me apaixonei 4 vezes, em todos os casos eles foram “O Amor da Minha Vida”.

Eu nunca me preocupei em passar as fases da minha vida antes da hora, mas comecei a realmente pensar nisso quando vi que estava ficando pra trás. Dei o meu primeiro beijo depois que todas as meninas que eu conhecia já tinham beijado, algumas delas já tinham feito isso várias vezes, o meu primeiro beijo foi faltando 2 meses para os meus 14 anos... não sei se estava com mais medo ou vergonha, foi bem típico de filme, em dia de quermesse, numa pracinha em frente a igreja... foi tenso, depois passei o restante da noite fugindo do menino, um bom momento para me tornar adolescente não é mesmo? Afinal eu ainda não era uma.

Me tornei realmente uma adolescente com todos os problemas “terríveis” de uma, 1 ano depois do meu primeiro beijo, e foi quando tive o primeiro amor da minha vida. Ah, e como foi bom, tinha todas aquelas coisas clichês sabe? Sentir o coração disparar, não conseguir dizer coisa com coisa na frente dele, aquela menina que gosta do mesmo menino que você... foi divertido, mas passou e acabou, e isso não foi bom claro, afinal se fosse bom seria o começo, não o final, certo?

E então apareceu o segundo amor da minha vida, outro clichê, foi meu amigo, mas não era difícil adivinhar que não o queria só como amigo, e não era difícil adivinhar também que ele era apaixonado por outra. Não nos beijamos enquanto ele era o amor da minha vida, só depois, talvez seja por isso que ele seja o único que ainda freqüenta minha casa e somos bons amigos, até que a próxima namorada dele nos separe, mais uma vez.

O terceiro amor da minha vida me fez amadurecer mais do que os outros dois juntos, tive que aprender a superar a dor no coração de cabeça erguida, foi o que por mais tempo me fez sorrir e chorar... é difícil quando a única pessoa que te faz se sentir bem, é a mesma que mais te faz sofrer, é possível isso?

Enfim o quarto amor da minha vida, esse foi como uma chuva de verão... Chegou rápido, ficou pouco tempo, e foi embora sem ao menos esperar pelo “adeus”. Mas como é boa uma chuva de verão, não é? Mas como todos os outros, ele passou, chuvas de verão nunca duram mais do que o tempo necessário.

É... hoje sou o que eu sou, por tudo que já vi e vivi. Vocês conhecem aquele texto sobre as mulheres serem como maçãs? É, hoje em dia me vejo como uma maçã no topo da árvore, nenhum homem foi ousado o suficiente pra subir até o topo, e enquanto isso, modéstia às favas mesmo, essa maçã se torna mais madura a cada dia que passa.

E quanto ao passado? Que fique por lá mesmo, sem ressentimentos... E quer saber? Ainda bem que o Amor da Minha Vida é sempre o próximo... e com sorte, um dia eu encontrarei o último.

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